Centro Vianei de Educação Popular

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1º Seminário de Educação do Campo foi um sucesso

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O primeiro seminário de Educação do Campo da região, aconteceu no dia 23 de fevereiro e atraiu a atenção de muitos gestores da área da educação de vários municípios da região.

Garantir o acesso dos moradores do interior a uma educação básica de qualidade, por meio de um programa de formação continuada de gestores e educadores. Este é um dos objetivos do projeto Educação do Campo: Novas Práticas, lançado ontem, na Amures.
Resultado de um ano de atuação de Educação no Campo, o projeto foi premiado em 2007 pela Petrobras como um dos melhores do Brasil. Concorreu com mais de 6.900 projetos de todo o País, onde apenas 72 foram premiados. O Educação no Campo recebeu quase R$ 500 mil para sua implementação, com enfoque na responsabilidade social.
O projeto foi elaborado pelo Centro Vianei de Educação Popular em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) e os municípios abrangidos pela Amures. A coordenação geral do projeto foi da professora Zilma Peixer, que disse ser necessário parar e refletir sobre a educação no campo.
O prefeito de São José do Cerrito, José Maria Branco, onde mais de 80% da população está no meio rural, disse que apoiou a iniciativa e observa que a capacitação será a saída para manter as pessoas no meio rural. "Dos mais de 1.050 alunos matriculados na rede municipal temos 800 no meio rural. Nossa situação é diferente da dos demais municípios e não podemos nos furtar em ter uma educação com qualidade e responsabilidade", defendeu.
A gestora da gerência de programas sociais da Petrobras, Janete Ribeiro da Mota, disse que o projeto foi vitorioso por sua proposta de continuidade da formação no meio rural. "Ele desperta os investimentos na educação e sabemos que não há como gerar desenvolvimento sem educação e qualificação do ser humano", comentou. Além dos municípios da Amures, foram contemplados com a capacitação professores e gestores de Curitibanos e Frei Rogério.
Um das constatações da coordenação do projeto é que a média de anos de estudo de uma criança que mora em área urbana é quase o dobro das que residem no meio rural. O que falta, segunda ela, é investimento na capacitação e formação dos docentes. "Tem de ter políticas públicas que enfatizem o campo como um espaço prioritário de desenvolvimento de propostas e modelo alternativo", cobra Zilma Peixer.

Para a presidente do Fórum de Secretário Municipais de Educação, Sirlei Rodrigues, a manutenção do homem no campo está condicionada acima de tudo à valorização da educação. "A continuidade desse projeto vem de encontro à Lei 11.947 que busca fortalecer o homem do campo. Precisamos rever os currículos e buscar saber que tipo de educação o homem do campo quer para seus filhos", defendeu.